quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


Caros colegas professores,

a avaliação, como você sabe, é parte fundamental do processo de ensino-aprendizagem. 
Seus resultados oferecem subsídios, para que os docentes direcionem sua prática, as  escolas reestruturem seus projetos pedagógicos e os sistemas de ensino definam políticas públicas voltadas para a igualdade de oportunidades educacionais e a qualidade do ensino ofertado. Pensando nesta complexidade segue abaixo um resumo sobre a utilização da Matriz de Referência, Interface das Matrizes de Avaliação do PROEB e do SAEB e orientações para se trabalhar com Descritores. 

Matriz de Referência
A Matriz de Referência apresenta o objeto de uma avaliação e é formada por um conjunto de descritores que mostram as habilidades que são esperadas dos alunos em diferentes etapas de escolarização e passíveis de serem aferidas em testes padronizados de desempenho. Construída a partir de estudos das propostas curriculares de ensino, sobre os currículos vigentes no país, além de pesquisas em livros didáticos e debates com educadores em atividade nas redes de ensino e especialistas em educação.
A Matriz é formada por um conjunto de tópicos ou temas que representam uma subdivisão de acordo com conteúdo, competências de área e habilidades. Cada tópico ou tema de uma Matriz de Referência é constituído por elementos que descrevem as habilidades que serão avaliadas nos itens, esses elementos são os Descritores.
Assim, os itens são elaborados com base nos descritores das Matrizes de Referência das disciplinas avaliadas nos testes de proficiência, que reúnem o conteúdo a ser avaliado em cada período escolar e disciplina e informam o que se espera do aluno em termos de desempenho escolar.
As Matrizes de Referência não esgotam o conteúdo a ser trabalhado em sala de aula e, portanto, não podem ser confundidas com propostas curriculares, estratégias de ensino ou diretrizes pedagógicas.
Fonte: CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO/CAED UFJF

Interface das Matrizes de Avaliação do PROEB e do SAEB/Prova Brasil

PROEB                                                                                      SAEB
D 1
Identificar o tema ou sentido global de um texto.
D 6
Identificar o tema de um texto.
D 2
Localizar informações explícitas em um texto.
D 1
Localizar informações explícitas em um texto.
D 3
Inferir informações implícitas em um texto.
D 4
Inferir uma informação implícita em um texto.
D 5
Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D 3
Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D 10
Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
D 14
Distinguir um fato de opinião relativa a esse fato.
D 6
Identificar o gênero de um texto.
-
D 7
Identificar a função de textos de diferentes gêneros.
D 12
Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
D 8
Identificar texto que conjuga linguagem-verbal e não verbal.
D 5
Identificar texto com auxílio de material gráfico diverso ( propagandas, quadrinhos,   fotos, etc.)
D 18
Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativa ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
D 21
Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
D 20
Reconhecer diferentes formas de abordar uma informação ao comparar textos que tratam do mesmo tema.
D 20 
Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daqueles que será recebido.
D 11
Reconhecer relações lógico-discursivas presentes no texto marcadas por conjunções, advérbios, etc.
D 15
Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.
D 12
Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
D 11
Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
D 15
Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições s que contribuem para sua continuidade.
D 2
Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para continuidade de um texto.
D16
Estabelecer relações entre partes de um texto a partir de mecanismos de concordância verbal e nominal.
D 15
Estabelecer relações lógico- discursivas presentes no texto marcadas por conjunções, advérbios, etc.
D 19
Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que compõem a narrativa
D 10
Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
D 14
Identificar a tese de um texto.
D 7
Identificar a tese de um texto.
D 26
Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustenta-la.
D 8
Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustenta-la.
D27
Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
D 9
Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
D 23
Identificar efeitos de ironia e humor em textos.
D 16
Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
D 28
Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
D 18
Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
D 21
Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
D 17
Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
D 25
Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de recursos ortográficos e morfossintáticos.
D 19
Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.
D 13
Identificar marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
D 13
Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.


Orientações para trabalhar descritores do PROEB - 9º ano
 (Língua Portuguesa)

I - Procedimento de Leitura

D1 - Identificar o tema ou sentido global de um texto.

O tema é o eixo sobre o qual se estrutura. A percepção do tema responde a uma questão essencial para leitura: "O texto trata de que?" A habilidade que pode ser avaliada por meio desse descritor refere-se ao conhecimento pelo aluno do assunto principal do texto, ou seja, à identificação do que trata o texto. Para que o aluno identifique o tema, é necessário que relacione as diferentes informações para construir o sentido global do texto. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto para o qual é solicitado, de forma direta, que o aluno identifique o tema ou o assunto principal do texto.

D2 - Localizar informações explícitas em um texto.

A habilidade que pode ser avaliada por este descritor, relaciona-se a localização pelo aluno de uma informação solicitada que pode ser expressa literalmente no texto ou pode vir manifestada por meio de uma paráfrase, isto é, dizer de outra maneira o que se leu. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto-base que dá suporte ao item, no qual o aluno é orientado a localizar informações solicitadas seguindo as pistas fornecidas pelo próprio texto.

D3 - Inferir informações explícitas em um texto.

As informações explícitas em um texto são aquelas que não estão presentes claramente na base textual, mas podem ser construídas pelo leitor por meio da realização de inferências que as marcas do texto permitem. Além das informações explicitamente enunciadas, há outras que podem ser pressupostas e, consequentemente, inferidas pelo leitor. Por meio deste descritor, pode se avaliar a habilidade de o aluno reconhecer uma ideia implícita no texto, seja por meio da identificação de sentimentos que dominam as ações externas dos personagens, em um nível básico, seja com base na identificação do gênero textual e na transposição do que seja real para o imaginário. É importante que o aluno apreenda o texto como um todo, para dele retirar as informações solicitadas. Essa habilidade é reavaliada por meio de um texto, no qual o aluno deve buscar informações que vão além do que está explícito, mas que à medida que ele vá atribuindo sentido ao que está enunciado no texto, ele vai deduzindo o que lhe foi solicitado. Ao realizar esse movimento, são estabelecidas relações entre o texto e o seu contexto pessoal. Por exemplo, solicita-se que o aluno identifique o sentido da ação dos personagens ou o que determinado fato desperte nos personagens, entre outras coisas.

D5 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade de o aluno relacionar informações, inferindo quanto ao sentido de uma palavra ou expressão no texto, ou seja, dando a determinadas palavras seu sentido conotativo. Inferir significa realizar um raciocínio com base em informações já conhecidas, afim de se chegar a informações novas, que não estejam explicitamente marcadas no texto. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual o aluno, ao inferir o sentido da palavra ou expressão, seleciona informações também presentes na superfície textual e estabelece relações entre essas informações e seus conhecimentos prévios.

D10 - Distinguir um fato de opinião relativa a esse fato.

Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade de o aluno identificar, no texto, um fato relatado e diferenciá-lo do comentário que o autor, ou narrador, ou o personagem fazem sobre esse fato.
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto, no qual o aluno é solicitado a distinguir partes do texto que são referentes a um fato e partes que se referem a uma opinião relacionada ao fato apresentado, expressado pelo autor, narrador ou por algum personagem. Há itens que solicitam, por exemplo, que o aluno identifique um trecho que expresse um fato de opinião, ou então, dá-se a expressão e pede-se que ele reconheça se é um fato ou uma opinião.

II - Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto

D6 - Identificar o gênero de um texto.

Sempre que nos manisfestamos linguisticamente, o fazemos por meio de textos. E cada texto realiza sempre um gênero textual. Cada vez que nos expressamos linguisticamente estamos fazendo algo social, estamos agindo, estamos trabalhando. Cada produção textual, oral ou escrita, realiza um gênero. Pode se dizer que os gêneros textuais estão intimamente ligados a nossa situação cotidiana. Assim identificar o gênero de um texto é, pela sua estrutura e função, identificar se o texto pertence a gêneros como: anúncios, convites, atlas, avisos, programas de auditório, bulas, cartas, cartazes, comédias, contos de fadas, crônicas, música, leis, mensagens, notícias, etc.

D7 - Identificar a função de textos de diferente gêneros.

Com relação ao gênero textual, faz-se necessário pensar que a função é a característica mais importante a ser levada em consideração. Diversos gêneros apresentam funções diferentes, tais como informar, convencer, advertir, instruir, explicar, comentar solicitar entre outros. Para desenvolver essa habilidade sugere-se a leitura e comparação de diferentes gêneros, dando ênfase a função de textos. Questões abertas sobre a finalidade de gêneros e textos e questões de múltipla escolha com o mesmo objetivo podem ser elaboradas para isso.

D8 - Interpretar texto que conjuga linguagem verbal e não verbal.

Para desenvolver essa habilidade, é fundamental que os alunos leiam textos que contenham linguagem não verbal variada. O ideal é desenvolver atividades que alie o texto verbal ao texto não verbal, como ilustrações, esquemas, gráficos, tabelas, quadros, e/ou outras figuras diversas.

III - Relação entre textos

D18 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativa ao mesmo fato ou ao mesmo tema.

Para fazer com que os alunos desenvolvam essa habilidade é importante escolher, para leitura e interpretação, textos que tratem do mesmo fato ou mesmo tema e levar os alunos a uma leitura crítica e comparativa desses textos. As questões elaboradas para exploração dessa habilidade também podem ser de diferentes tipos, tomando-se o cuidado de centrar nas posições ou opiniões diferentes (o que não quer dizer que devem ser contrárias) que os textos apresentam. É importante também que se tomem textos que sejam passíveis de comparação no que está em observação. 

D20 - Reconhecer diferentes formas de abordar uma informação ao comparar textos que tratam do mesmo tema.

Ao comparar textos que tratam do mesmo tema, podem ser observadas questões concernentes à produção e recepção dos textos. Tanto produção quanto recepção fazem parte do macrocontexto, da situação ao entorno do texto, sendo determinantes, às vezes na construção de sentidos. O desenvolvimento dessa habilidade se da na leitura de mais de um texto com o mesmo tema e na comparação das características de produção e recepção de tais textos, levando a diferenças textuais. No que se refere às questões, diferentes tipos podem ser elaborados, desde que explorem o objetivo de estudo específico desse tópico.

IV - Coerência e Coesão no processamento de textos   

D11 - Reconhecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.

As habilidades que podem ser avaliadas por este descritor, relacionam-se ao reconhecimento das relações de coerência no texto em busca de uma concatenação perfeita entre as partes do texto, as quais são marcadas pelas conjunções, advérbios, etc, formando uma unidade de sentido. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual é solicitado ao aluno, a percepção de uma determinada relação lógico-discursiva, enfatizada, muitas vezes, pelas expressões de tempo, de lugar, de comparação, de oposição, de casualidade, de anterioridade, de posterioridade, entre outros e , quando necessário, a identificação dos elementos que explicam essa relação.

D12 - Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.

Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade do aluno em identificar o motivo pelo qual os fatos são apresentados no texto ou seja, o reconhecimento de como as relações entre os elementos organizam-se de forma que um torna-se o resultado do outro. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual o aluno estabelece relações entre as diversas partes que o compõem, averiguando as relações de causa e efeito, problema e solução, entre outros.

D15 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.

As habilidades que podem ser avaliadas por este descritor relacionam-se ao reconhecimento da função dos elementos que dão coesão ao texto. Dessa forma, eles poderão identificar quais palavras estão sendo substituídas e/ou repetidas para facilitar a continuidade do texto e a compreensão do sentido. Trata-se, portanto, do reconhecimento, por parte do aluno, das relações estabelecidas entre as partes do texto.

D16 - Estabelecer relações entre partes de um texto a partir de mecanismos de concordância verbal e nominal.

As habilidades que podem ser avaliadas por este descritor relacionam-se ao reconhecimento da função dos elementos que dão coesão ao texto. Os alunos poderão identificar quais verbos estão concordando com quais substantivos, sendo que esses podem estar no mesmo período ou em períodos mais distantes dos verbos (o que dificulta sua identificação ). Também poderá ser cobrada a concordância entre nomes - substantivo, pronome ou mesmo numeral substantivo e as demais palavras que a eles se ligam para caracterizá-los sejam artigos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e adjetivos. Trata-se, portanto, do reconhecimento, por parte do aluno, dos mecanismos de concordância verbal e nominal .

D19 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.

Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade do aluno em reconhecer os fatos que causam o conflito ou que motivam as ações dos personagens, originando o enredo do texto. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual é solicitado ao aluno que identifique os acontecimentos desencadeadores de fatos apresentados na narrativa, ou seja, o conflito gerador, ou o personagem principal, ou o narrador da história, ou o desfecho da narrativa.

D14 - Identificar a tese de um texto.

Por meio deste descritor, pode se avaliar a habilidade de o aluno reconhecer o ponto de vista ou a ideia central defendida pelo autor. A tese é uma proposição teórica de intenção persuasiva, apoiada em argumentos contundentes sobre o assunto abordado.

D26 - Estabelecer relação entre  tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.

Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade do aluno em estabelecer a relação entre o ponto de vista do autor sobre um determinado assunto e os argumentos que sustentam esse posicionamento. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual é solicitado ao aluno que identifique um argumento entre os diversos que sustentam a proposição apresentada pelo autor. Pode-se, também solicitar o contrário, que o aluno identifique a tese com base em um argumento oferecido pelo texto.

D27 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.

Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade de o aluno reconhecer a estrutura e a organização do texto e localizar a informação principal e as informações secundárias que o compõem. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual pode ser solicitado ao aluno que ele identifique a parte principal ou outras partes secundárias na qual o texto se organiza.

V- Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido

D23 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos.

Para trabalhar essa habilidade, é importante escolher textos humorísticos que sejam acessíveis à faixa etária dos receptores, e que exijam conhecimentos que eles possuem. Muitas vezes o humor vai depender de uma outra leitura, de um conhecimento do entorno do texto ou de elementos externos a ele. Pode-se também fornecer conhecimentos prévios que, porventura, os alunos não tenham, para o texto se formar mais acessível. Diversas questões podem ser propostas para averiguação desse objetivo, mas uma é bem simples: ver se os receptores acharam graça, se se divertiram na leitura do texto proposto. É interessante pensar que não se houve construção do humor ou ironia, é provável que alguns pressupostos para a leitura do texto não eram conhecidos pelos receptores, então esses pressupostos precisam ser mais bem trabalhados.

D28 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.

Estão envolvidos aqui, recursos de produção de sentido que devem funcionar como pistas para o receptor. No caso de o produtor utilizar determinadas palavras ou expressões em detrimento de outras, pode-se esperar que esse uso corresponda a uma intenção específica de criar sentidos também específicos no texto. As questões propostas para explorar essa habilidade se baseiam na abordagem da construção de sentido em textos que utilizam palavras/expressões específicas na construção de seu significado.

D21 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação de outras notações. 

A pontuação ou outras notações (disposição no texto no papel, diagramação, etc) podem criar efeitos diversos de sentido: humor, ironia, realce, ênfase, entre muitos outros. Diversas questões podem ser propostas para explorar essa habilidade, mas o principal é abordar a interpretação textual levando em conta tais elementos de produção de sentido. Inclui-se que é bom variar os sentidos construídos com tais recursos.

D25 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos ou morfossintáticos.

A habilidade que pode ser avaliada por meio deste descritor, refere-se à identificação pelo aluno do sentido que um recurso ortográfico, como, por exemplo, diminutivo ou, aumentativo de uma palavra, entre outros, e/ou os recursos morfossintáticos (forma que as palavras se apresentam), provocam no leitor, conforme o que o autor deseja expressar no texto. Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual se requer que o aluno identifique as mudanças de sentido decorrentes das variações nos padrões gramaticais da língua (ortográfica, concordância, estrutura da frase, entre outros) no texto.

VI Variações Linguísticas 

D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.

Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade do aluno em identificar quem fala no texto e a quem ele se destina, essencialmente, por meio da presença de marcas linguísticas (o tipo de vocabulário, o assunto, etc.), evidenciando, também, a importância do domínio das variações linguísticas que estão presentes na nossa sociedade. Essa habilidade é avaliada em textos nos quais o aluno é solicitado a identificar o locutor e o interlocutor do texto nos diversos domínios sociais, como também são exploradas as possíveis variações da fala: linguagem rural, urbana, formal, informal, incluindo também as linguagens relacionadas a determinados domínio sociais, como, por exemplo, cerimônias religiosas, escola, clube, etc.









sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

VEM AÍ!!!

 OLIMPÍADA BRASILEIRA DE LÍNGUA PORTUGUESA.

O lançamento nacional acontece em São Paulo (SP), no dia 24 de fevereiro, mas os educadores de todo o Brasil já podem se preparar e dar início ao planejamento para a 4ª. edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O calendário com as datas, prazos e períodos para todas as atividades já está disponível aqui na Comunidade Virtual. Ele pode ser baixado, impresso e afixado em lugar que facilite a consulta.

As principais datas estão destacadas, trazendo informações básicas. A partir do lançamento, em 24 de fevereiro, as inscrições de professores e as adesões de Estados e municípios poderão ser realizadas unicamente via Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro, o Portal da Olimpíada (www.escrevendo.cenpec.org.br), até o dia 30 de abril.

As oficinas com os alunos podem ser realizadas logo no início do ano letivo e ser incluídas no planejamento do professor. A metodologia da Olimpíada segue todos os parâmetros curriculares oficiais de língua portuguesa. A recomendação é que as oficinas sejam concluídas ao final do primeiro semestre letivo, incluindo todas as atividades em sala de aula, criação dos textos, releituras e reescritas. O texto - ou textos, se a escola participa com mais de um gênero - deve ser enviado até a data limite de 15 de agosto, também exclusivamente via Comunidade Virtual.
A partir de 18 de agosto até 12 de setembro, as comissões julgadoras municipais devem se reunir e enviar os textos selecionados no município, um para cada gênero do qual participam.
A partir das próximas semanas, até o final da Olimpíada 2014, a Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro, o Portal da Olimpíada, irá publicar informações sobre os prazos e as atividades em andamento.


Boa tarde Colegas!!!

Após as boas vindas, organização das turmas, acolhimento e reconhecimento do no ano letivo que se inicia juntos aos nossos alunos, é hora de darmos início ao processo de planejamento e intervenção pedagógica. Antes porém é necessário aplicar uma avaliação diagnóstica para verificarmos em que nível de desenvolvimento cognitivo nossos alunos alunos estão.

As avaliações diagnósticas já estão disponíveis aqui no blog na aba: Avaliações.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Olá Colegas Boa Tarde!!!

Eis que surge a última semana de férias dos professores da rede estadual de educação. Tenho certeza que todos aproveitaram o momento para descansar e repor as energias, podendo assim iniciar um ano novo com garra para que todos os desejos positivos que aclamamos ao findar e iniciar um ano sejam concretizados.

É hora de nos entusiasmarmos  para chegar na sala de aula com a vitalidade que nossos alunos estão esperando, somente desta maneira conseguiremos repassar e fazer que seja entendido tudo o que propormos as pessoas que serão os responsáveis pelo futuro do nosso país.

Este ano temos motivos de sobra para começarmos o nosso trabalho com dinamismo e diversificação. Teremos um ano atípico, com a realização da copa do mundo. 

Desejo a todos os Profissionais da Educação um 2014 repleto de muito trabalho e bons acontecimentos, que nossos professores continuem brilhando e fazendo que a educação mineira se torne cada vez mais um exemplo para nosso país.


Que tal aproveitar a última semana de férias para já darmos início ao planejamento de nossas ações deste ano? Em breve postarei aqui as avaliações diagnósticas 2014 e diversos materiais para intervenção pedagógica.

Abaixo segue a reportagem retirada do site nova escola com sugestões para iniciarmos o ano letivo.

Bom trabalho!!!

Clique no link abaixo para ler a matéria.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

                                 Gabarito Oficial do ENEM 2013


Os mais de 5 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio 2013 (Enem) já podem conferir o gabarito oficial para as provas de múltipla escolha aplicadas no último final de semana (26 e 27 de outubro). Para a conferência correta das respostas, os candidatos devem consultar o gabarito correspondente ao modelo de prova que fez, ou seja, observando o número e a cor dos cadernos das avaliações. Clique aqui e confira o gabarito divulgado ontem!
Gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio foi divulgado ontem. Crédito: Divulgação
O Enem 2013 contou com mais 7,1 milhões de inscritos em todo o país. De acordo com o Ministério da Educação, o Exame teve um percentual de desistência de 29%. Do público total 36 candidatos foram desclassificados por não seguirem as orientações do edital do Exame.
Ainda de acordo com o Ministério da Educação, o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio deverá ser divulgado na primeira semana de janeiro de 2014.
Proposta de redação
A edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio trouxe como tema de redação a Lei 11.705 de 2008 (Lei Seca). Os alunos tiveram que escrever um texto dissertativo-argumentativo sobre “Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”.
De acordo com os organizadores do Enem, a prova de redação será corrigida por, pelo menos, dois professores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. O domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa; a compreensão da proposta de redação; e a elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado respeitando os direitos humanos estão entre as cinco competências que serão avaliadas na correção.
A nota do candidato na redação será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores. Cada avaliador atribuirá uma nota entre (0) zero e 200 (duzentos) pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a mil pontos.
Fonte: Portal de notícias Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Desenvolvimento de uma TV online


Que tal mostrar à turma a importância do texto impresso para o jornalismo televisivo e online? O professor Jorge Cezar Barbosa Coelho propõe um passo a passo para implementar uma TV online com os alunos. Acompanhe a sequência didática.


Objetivos
- Identificar algumas características dos gêneros discursivos jornalísticos, em especial notícias, em mídias impressas, televisivas e online.
- Reconhecer a importância do texto escrito no jornalismo impresso, televisivo e online.
- Perceber os pontos de contato e distanciamento entre oralidade e escrita.

Conteúdos 
- Características, assuntos e linguagem das notícias e reportagens.
- Organicidade e evolução dos gêneros discursivos.
- Coerência e coesão textual.
- Comunicação oral.

Anos
8º e 9º

Tempo estimado
20 aulas de 50 minutos.

Materiais necessários
- Notebooks (na sala de aula) ou computadores (no laboratório de informática) com acesso à Internet.
- Conta no serviço Twitter (para Twitcam).
- Câmera digital.
- Exemplares de notícias e reportagens de jornais impressos e online e telejornais.

Desenvolvimento
1ª etapa
Organize a turma em círculo e levante os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os gêneros discursivos notícia e reportagem no âmbito das mídias impressas, televisivas e online. Distribua alguns exemplos de textos destes gêneros e pergunte "o que faz de um texto uma notícia", "onde uma notícia pode ser encontrada", "quais as diferenças entre uma notícia de jornal, rádio e televisão" e "qual a diferença entre notícia e reportagem". Problematize as respostas que surgirem e explique que estes conteúdos serão trabalhados nas aulas seguintes.

Conte, então, que para começar a entender o processo de elaboração das matérias jornalísticas vocês farão uma visita a um veículo de comunicação da região. Promova a ida dos alunos até um jornal, uma rádio ou uma emissora de televisão. Oriente a turma a entender como os profissionais de jornalismo trabalham e a indaga-los sobre o processo de produção dos textos jornalísticos. Caso a visita não seja possível, você pode substituí-la por uma conversa com um jornalista que se desloque até a escola e seja entrevistado pela classe.
Neste momento inicial também é importante que você ou a coordenação pedagógica da escola explique para os pais dos estudantes o trabalho que será realizado. Eles devem ser informados sobre o uso da internet, especialmente do Twitter - utilizado para a transmissão das notícias que serão produzidas no futuro pelos alunos.
Estes dois textos podem ser utilizados para esclarecer como a rede funciona:
Como o twitter funciona? 
Twitter: literatura em 140 caracteres 

2ª etapa 
Peça que os estudantes se organizem em equipes de no mínimo três e no máximo cinco membros. Com base nos conhecimentos prévios e no que eles aprenderam no veículo de comunicação visitado, solicite que preparem sem suporte escrito uma notícia em formato televisivo referente ao cotidiano escolar. Mais adiante, eles utilizarão o texto neste momento de preparação do vídeo e aí você poderá mostrar a diferença que ocorre com o uso deste suporte (o texto escrito colabora para a organização da fala a ser gravada).
Entregue a câmera digital a eles e organize um espaço da sala de aula para as gravações.
Essa atividade tem como foco permitir que os estudantes experimentem o gênero e a tecnologia. Oriente apenas que eles se ajudem e colaborem dentro do grupo e também entre os grupos.
Depois que as gravações forem feitas, eles deverão editar o vídeo em notebooks na sala de aula ou nos computadores do laboratório de informática. Explique que a única regra é não utilizar softwares piratas e pergunte se eles já conhecem programas de edição. Caso conheçam e sejam programas que podem ser utilizados na escola, deixe que realizem o trabalho nestes softwares.
Se os alunos não tiverem conhecimento, uma boa opção é utilizar os softwares presentes no ambiente Linux - inclusive no Linux Educacional, incluído nos laboratórios do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo), do Ministério da Educação (MEC). Cada um desses programas possui um tutorial bastante prático e rápido.
Depois que todos os grupos tiverem finalizado o material, explique que a análise será realizada mais adiante, em uma data a ser agendada.

3ª etapa
Peça novamente para se organizarem em grupos. Distribua exemplares de notícias e reportagens de jornais para cada equipe. Na sequência, apresente trechos de telejornais (preferencialmente, sobre os mesmos acontecimentos dos exemplares impressos). Então, com a participação da turma, levante os pontos de contato e distanciamento entre o material impresso e o televisivo.
Os estudantes devem compreender que uma notícia é a descrição de fatos em terceira pessoa, atendendo aos elementos da estrutura textual: O quê? Quando? Onde? Como? Por quê? Sendo um gênero discursivo, ela é composta por uma estrutura definida, que pode apresentar variações conforme a mídia (jornal impresso, televisão, rádio, página da internet etc.).
Explique, também, que a notícia figura como um registro de fatos novos, recentes, sem comentários ou juízos de valor. Aproveite para mostrar que uma reportagem nem sempre parte de um fato novo e possui um texto mais extenso e com mais detalhes sobre o assunto. Mostre exemplos de notícias que, depois, deram origem a uma reportagem.
Ainda nesta etapa, explore com os estudantes que esse tipo de texto é baseado em números, dados, depoimentos e documentos que provam o que é exposto. Reforce que a competência linguística é essencial para produzir um material com essas características.

4ª etapa
Combine com os alunos para que eles te enviem os arquivos dos vídeos produzidos na segunda etapa e organize os equipamentos necessários para a exibição deles.
Assista a todos os vídeos junto com a turma e oriente para que todos anotem suas percepções para uma posterior discussão. Peça que cada equipe compare a sua produção com os exemplos realizados por profissionais, apresentados na etapa anterior. Promova, então, um debate sobre o que foi observado.

5ª etapa
Apresente notícias e reportagens de jornais online, compostas por texto escrito e vídeo. Mostre para a turma como esses elementos se complementam nesse gênero e, em outros casos, são redundantes. Aqui, os estudantes devem refletir se as características discutidas nas etapas anteriores permanecem e quais transformações sofreram devido ao ambiente digital.
Faça um levantamento para verificar se os alunos possuem acesso à internet fora da escola. Caso tenham, peça que eles pesquisem exemplos de jornalismo online e enviem por email para você com uma análise sobre a qualidade do material encontrado.
Na aula seguinte à realização desta tarefa, faça uma análise sobre o que foi recebido por email e aproveite para problematizar a diversidade de fontes disponíveis na internet. Neste link você pode encontrar informações sobre os cuidados para encontrar sites confiáveis nas buscas online.

6ª etapa
Peça para os estudantes realizarem uma produção textual de notícia sobre o cotidiano escolar, novamente em grupo. Pode ser o mesmo tema trabalhado na segunda etapa do trabalho. Explique que essa produção textual servirá de base para um telejornal transmitido em tempo real, pela internet, e apresentado por um membro da equipe. Cada produção textual deve ser avaliada por todos os membros e revisada pelas demais equipes com base nos pontos estudados anteriormente.
Ressalte que a transmissão ao vivo permitirá a eles praticar a produção de texto e de reportagens com foco em um público específico que vai assisti-los. E mostre que essa experiência irá aproximar a turma da realidade do telejornalismo das emissoras abertas, assistidas pela grande maioria do público escolar.

7ª etapa
Oriente as equipes para que ensaiem a apresentação da notícia produzida na etapa anterior, respeitando pausas, entonações, entre outros aspectos relativos à oralidade.
Organizar com a turma a ordem das notícias a ser seguida no dia das transmissões ao vivo e uma fala de abertura (com uma ou duas frases) a ser realizada por um representante da turma. Peça que a turma pesquise nas amostras analisadas os elementos recorrentes nas aberturas de telejornais ou jornais online (por exemplo, "bom dia, inicia agora o seu jornal com o que está acontecendo na sua escola, no seu bairro e na sua cidade"). E, com base nesses elementos, eles devem elaborar o texto de abertura com criatividade, mas dentro das regras.
A seleção do âncora, que apresentará o telejornal, pode ser feita com uma votação após os candidatos se oferecerem para a função. É importante que vários alunos passem por essa experiência, então as notícias podem ser divididas em blocos temáticos (para que existam vários âncoras) ou pode-se realizar um rodízio nas próximas transmissões do telejornal.
Quando a data da transmissão online for definida, outras classes da escola e os familiares dos estudantes devem ser convidados a assistir à transmissão do noticiário ao vivo, pela internet. Peça que eles anotem suas observações para que possam compartilhar com os alunos posteriormente.

8ª etapa
Organize o espaço e os equipamentos necessários para a transmissão. Será necessário um computador com uma webcam, acesso à Internet e conta no serviço Twitter. No momento da transmissão, posicione a câmera, acesse a internet, entre no Twitcam (http://twitcam.livestream.com/), digite seu login e senha e clique no botão vermelho. O site solicitará autorização para ativar a webcam e o microfone e, pronto, a transmissão será iniciada. Para encerrar o processo, basta clicar novamente no botão vermelho.
Antes da transmissão oficial, faça um teste apenas com a classe. Com base nessa experiência, um ou mais estudantes podem ficar responsáveis por manusear o computador e a webcam. Prepare as equipes seguindo a ordem das notícias combinada anteriormente e inicie o noticiário com a abertura.

9ª etapa
Peça que os estudantes recolham os comentários com os familiares e colegas que assistiram à transmissão. Essas percepções devem ser reunidas e trazidas para o debate na aula seguinte.
Relembre com a turma a importância do texto escrito para a realização dessa atividade, compare o resultado final com aquele que havia sido obtido quando eles gravaram sem suporte textual e debata os retornos recebidos do público. Solicite que os participantes avaliem suas performances e a dos outros grupos e liste as lições aprendidas para uma próxima transmissão a ser realizada.

Avaliação
Observe:
- A participação (envolvimento, comprometimento e dedicação) de cada estudante durante os trabalhos, identificando se os conhecimentos que possuíam antes das tarefas sobre os gêneros textuais se ampliaram.
- O desempenho dos estudantes durante as discussões e a capacidade de argumentação, além da coerência e da coesão, no texto redigido pelas equipes.
- A habilidade de reportar a notícia ao vivo com base no texto escrito, respeitando pausas, entonações, entre outros aspectos relativos à comunicação oral.

Fonte: Nova Escola
Bibliografia: Da Fala para a Escrita (136 págs., Ed. Cortez, tel. 11/3611-9616, 28 reais), de Luiz Antônio Marcuschi.